VEJA: TAO TE CHING XXXV
Quem está centrado no Tao
pode ir onde queira sem perigo.
Percebe a harmonia universal,
mesmo em meio a grande dor,
porque encontrou paz no coração.
A musica ou o cheiro da boa cozinha
pode fazer as pessoas pararem e se deliciarem.
Mas as palavras que apontam ao Tao
parecem monótonas e sem sabor.
Quando o procuras nada há para ver.
Quando o escutas, nada há para ouvir.
Quando o usas, é inexaurível.
A. Porque se assemelha ao grande protótipo (o Princípio, pelo sua dedicação desinteressada), todos vão ao Sábio. Ele os acolhe todos, lhes faz o bem, lhes dá repouso, paz e felicidade.
B. A música e a boa acolhida retêm por uma noite somente um hóspede que passa (os prazeres sensuais são passageiros e nada disso resta). Enquanto que o exposto do grande princípio da dedicação desinteressada, simples e sem preparação, que não encanta nem aos olhos nem às orelhas, agrada, se grava, e é de uma fecundidade inesgotável em aplicações práticas.
O homem perfeito apresenta a imagem da Via: todos os homens vêm a ele; eles vêm e não cessam jamais de vir. A paz reina por toda parte; ouve-se de boa vontade esta palavra agradável. Aos estrangeiros, o silêncio basta; para os outros, a Via fala por sua boca. Quem fala depressa, fala sem fruto. Olha-se a Via e não a enxerga-se bem. Escuta-se ela e não se a ouve bem. Quer-se imitá-la, mas não a observa-se bastante.
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